O arrastar dos dias
Despeja noites infindas
No deambular dos sentidos
Na angústia da escrita
Desdobram-se sentimentos
Abrem-se as palavras
Em forma de poema
A dor escorre pela mão
A emoção abafa o grito
Que salta da alma
Em tempo de solidão
Há um poema que se deixa
Espalhado pelo chão
No desalinho da vontade
Visto-me de incerteza
E do tempo que vivi
Não sei se faço poesia
Ou se a poesia me faz a mim
quinta-feira, 20 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O MEU ESPAÇO
O meu espaço é o mar
Horizonte onde alcanço marés
E navego sem voltar
Mergulho nos oceanos da vida
Cada onda transporta-me
Ao infinito de mim
Aí fico a olhar o mundo
Marés sobre marés
Despejam na praia
Espuma de silêncios
Há despojos espalhados na areia
Horizonte onde alcanço marés
E navego sem voltar
Mergulho nos oceanos da vida
Cada onda transporta-me
Ao infinito de mim
Aí fico a olhar o mundo
Marés sobre marés
Despejam na praia
Espuma de silêncios
Há despojos espalhados na areia
quinta-feira, 22 de abril de 2010
ERA ABRIL
Acordei
Era Abril
Vesti-me
De Liberdade
O sol
Era vermelho
Incendiou-me
A vontade
Andei pelas ruas
Vagueando alegria
Era Abril
Nesse dia
Era Abril
Vesti-me
De Liberdade
O sol
Era vermelho
Incendiou-me
A vontade
Andei pelas ruas
Vagueando alegria
Era Abril
Nesse dia
domingo, 4 de abril de 2010
DIA DA POESIA
Hoje é o dia da poesia
Já dita
Ou ainda por dizer
Dia dos poetas
Que vagueiam no tempo
Ao encontro do pensamento
Do poema final
Dia dos poemas
Escritos
Ou ainda por escrever
Nas páginas duma vida
Vida do poeta
Que vive na poesia
Que guarda no peito
Numa agonia constante
Poesia que lhe escorre das mãos
E livremente repousa
Num papel qualquer
Já dita
Ou ainda por dizer
Dia dos poetas
Que vagueiam no tempo
Ao encontro do pensamento
Do poema final
Dia dos poemas
Escritos
Ou ainda por escrever
Nas páginas duma vida
Vida do poeta
Que vive na poesia
Que guarda no peito
Numa agonia constante
Poesia que lhe escorre das mãos
E livremente repousa
Num papel qualquer
PRIMAVERA RENOVADA
Acorda a terra no momento
Que das entranhas salta a vida
Força que sempre renasce
Verde, florida
Despe-se do tempo
Da hibernação imposta
Pela Natureza
E na seiva renovada
Há pétalas de beleza
Nos riachos corre o som
Das águas límpidas
Que refrescam a terra
Revigorada
A passarada
Lá vai anunciando
O novo renascer
Cruzando um céu
Claro e pleno
Pelos caminhos
Em frenético movimento
Corpos ondulando
Correm para os ninhos
Num perpetuar da espécie
Em Primavera abençoada
Que das entranhas salta a vida
Força que sempre renasce
Verde, florida
Despe-se do tempo
Da hibernação imposta
Pela Natureza
E na seiva renovada
Há pétalas de beleza
Nos riachos corre o som
Das águas límpidas
Que refrescam a terra
Revigorada
A passarada
Lá vai anunciando
O novo renascer
Cruzando um céu
Claro e pleno
Pelos caminhos
Em frenético movimento
Corpos ondulando
Correm para os ninhos
Num perpetuar da espécie
Em Primavera abençoada
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